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domingo, 5 de outubro de 2008

Razão de Viver

É por você que busco ser o maior,
o melhor,
o primeiro,
cortejado,
sedutor,
um homem por inteiro.

É por você que tento ser o mais
forte,
viril,
imbatível,
o supra-sumo,
um eterno ganhador,
espetacularmente vencedor.

Por você é que pretendo ser o om,
influente,
o vitorioso,
o mais lindo,
garboso,
uma rara criatura,
sensacional,
o poderoso,
acima até do bem e do mal.

É por você que ambiciono a poder,
positivo,
o pódium,
e sonho ser campeão,
um herói,
o mais sábio,
objeto de adoração,
o super-homem,
o Deus do Olimpo.

É por você que grito, choro,
dou risada.
É por você que brindo, festejo, comemoro,
e solto gargalhadas,
porque sem você, creia-me,
tudo isso (vitórias, poder
glórias)
não vale absolutamente nada.

[Donizetti Adalto]

- Extraído de fotocópia da edição especial do jornal Agora! de Teresina, com a cobertura do trágico dia de sua morte em stembro de 1998, há mais de 10 anos

terça-feira, 22 de julho de 2008

Meditação p/ declamar antes de falar em público

Mário Faustino
Em Avesso do Avesso, publico um texto sobre a poesia de Mário Faustino, também uma alusão e uma homenagem — quem ler saberá por quê — a Paulo Francis, morto há 10 anos, no dia 4 de fevereiro de 1997. Francis descobriu Faustino antes — e escreveu a respeito. Como descobriu antes aspectos da alma profunda do Brasil, o que lhe rendeu a admiração de quem aprende com a grandeza alheia e o ódio mesquinho da ignorância auto-suficiente. Para ler o texto, clique aqui. Abaixo, um poema de Faustino.



Vida toda linguagem

Vida toda linguagem,

frase perfeita sempre, talvez verso,

geralmente sem qualquer adjetivo,

coluna sem ornamento, geralmente partida.

Vida toda linguagem,

há entretanto um verbo, um verbo sempre, e um nome

aqui, ali, assegurando a perfeição

eterna do período, talvez verso,

talvez interjetivo, verso, verso.

Vida toda linguagem,

feto sugando em língua compassiva

o sangue que criança espalhará – oh metáfora ativa!

leite jorrado em fonte adolescente,

sêmen de homens maduros, verbo, verbo.

Vida toda linguagem,

bem o conhecem velhos que repetem,

contra negras janelas, cintilantes imagens

que lhes estrelam turvas trajetórias.

Vida toda linguagem –

XXXXXXXXXXXXXXX como todos sabemos

conjugar esses verbos, nomear

esses nomes:

XXXXXXXXamar, fazer, destruir,

homem, mulher e besta, diabo e anjo

e deus talvez, e nada.

Vida toda linguagem,

vida sempre perfeita,

imperfeitos somente os vocábulos mortos

com que um homem jovem, nos terraços do inverno, contra a chuva,

tenta fazê-la eterna – como se lhe faltasse

outra, imortal sintaxe

à vida que é perfeita

XXXXXXXXXXXXXXlíngua

XXXXXXXXXXXXXXXXXXeterna.


terça-feira, 6 de maio de 2008

Ato público na passagem do presidente Lula por Teresina

De luto trajadas,
estudantes inconformados,
pessoas aliadas,
movimentos retomados.

No palanque do Pronto Socorro,
nos bradávamos com urgência;
não palavras ao léu, por picardia:
só cobrávamos o que discorro.


Gritos formulados:

"Não troco, não trocaria
Somos UESPI e queremos melhorias!"]

"Lula tome cuidado,
com esse monte de corrupto do lado!"]

Governador, que deprimente,
a Educação também está doente!"]

A faixa da colega avançada
esteve comprimida, abalroada;
mas seu esforço não fora por nada:
a militância clamou bem postada.

Não estávamos todos nós, é verdade
mas tínhamos focos por toda a cidade.
Estivemos com faixa sob sol ardente
E enviamos a nossa mensagem para essa gente.

Fomos pacíficos, fomos decentes;
ao contrário dos neo-milicos: incompetentes.
A juventude aqui não precisa fazer bagunça:
tudo o que defendemos é que a UESPI tenha boa mudança.


obs.: Saiba mais informações sobre a educação superior brasileira e dados comparativos clicando neste blogue