quinta-feira, 15 de maio de 2008

PRÓXIMAS ATIVIDADES DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DA UESPI

PRÓXIMAS ATIVIDADES DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DA UESPI

Dia 19 de Maio – Segunda-Feira:

Reunião dos estudantes com os professores às 17:00 no Auditório Central (Campus Torquato Neto) para construção conjunta de ato(s) e debate(s).

Dia 20 de Maio – Terça-Feira:

DEBATE PÚBLICO: Universidade e Sociedade - A formação do estudante e a importância de uma Universidade Pública.

AONDE: Avenida Frei Serafim. No meio da “passarela” próximo a Livraria Piauiense. (O objetivo é despertar o interesse da sociedade acerca da UESPI e informá-la sobre a sua situação)

HORÁRIO: ÀS 09 HORAS DA MANHÃ.

Contamos com a presença de todos para enriquecer esses debates e a luta por uma UESPI melhor.

Greve da Uespi repercute no Senado

Senador Mão Santa diz que só ricos podem ser médicosEle criticou a forma como os professores são tratados nas universidades públicas pelo PT.
A greve da Universidade Estadual do Piauí que dura mais de um mês foi discutida pelo senador Mão Santa (PMDB), que aproveitou a ocasião para afirmar que com a política atual de educação apenas os ricos podem se tornar médicos.
Após citar o caso da UESPI, onde um professor 20 horas ganha menos que R$ 600, ele criticou a forma como os professores são tratados nas universidades públicas pelo governo do PT.
Mão Santa lembrou que fez graduação em medicina em universidade pública e pós-graduação em hospital público. Mas, segundo ele, não há como um estudante humilde ter a mesma trajetória por que a decadência das universidades públicas faz as faculdades se destacarem no curso de medicina, cobrando mensalidades de até R$ 4 mil. "Olha a realidade, Uespi, havia 36 campi universitários e baixaram para 18. Entravam de 13 a 14 mil no vestibular e baixaram para três mil. E as faculdades só crescem A esperança dos pobres de serem médicos está diminuindo".
Ele lamentou que os professores da Universidade Estadual do Piauí estejam em greve desde o início de março, pleiteando um piso para a categoria de R$ 1.703, que é negado pelo governador Wellington Dias. "Este é o país, esta é a maneira como os professores são tratados, este é o governo do Partido dos Trabalhadores. Os professores da universidade, Mário Couto, estão pedindo R$ 1.703. E o Governo do PT não arruma esse dinheiro. Arruma para mensalão, para cacarejar, para botar aloprado", criticou o parlamentar.
Dados do Ministério da Educação e Cultura (MEC) foram apresentados pelo senador para comprovar a decadência da instituição. "A Uespi era pequenininha. A maior expansão universitária não foi do Brasil, não, foi do mundo; foi no nosso Governo. Em 1990, o MEC botou as dez melhores universidades. Das dez melhores universidades, Mário Couto, sete eram públicas e três eram privadas. Em 2000, eu era Governador do Piauí e inverteu-se: das dez melhores, três eram públicas e sete eram privadas. E das três públicas, a do Piauí estava no meio, a UESPI, que tinha 66 mil alunos, trinta e seis campos avançados, no vestibular entravam mais de doze mil e reduziu para um quarto", ressaltou.

Redaçãoredacao@cidadeverde.com

Carta de apoio à greve dos professores da UESPI

Companheiros e Campanheiras do Comando de Greve da UESPI e demais participantes da luta,

Tenho procurado acompanhar, mesmo na distância que as circunstâncias me impõem, as movimentações que marcam a greve.

Devo, antes de mais nada, parabenizar ao Daniel e às pessoas que tomam este novimento nas mãos, para fazê-lo vitorioso, mantendo sua legitimidade e justeza. Sei que é um momento de grande sacrifício pessoal e coletivo e que infelizmente, quase nunca, podemos contar com todos(as). Aproveito também pra falar da minha vontade de estar aí, neste momento, envolvida e vivenciando com vocês esta caminhada.

Isto não sendo possível, quero, pelo menos, externar, enquanto trabalhadora desta instituição, meu apoio e minha adesão, desde a primeira hora, ao movimento, por compreender que ele representa legítima e hitoricamente um instrumento dos(as) trabalhadores(as), usado em situações limite para externar descontentamento e, no caso, pressionar o governo no cumprimento das suas obrigações na direção dos interesses de quem carrega o maior fardo na construção do Estado e do país - os(as) trabalhadores(as).

Entendo que o momento é de defesa da universidade pública, como instituição referência no processo de formação e desenvolvimento social. Isto, certamente, diz respeito a condições de trabalho e de salário, ao equipamento de apoio técnico e pedagógico e, especialmente, ao relacionamento com a comunidade enquanto provedora, agente e beneficiária, o que pressupõe reforço à pesquisa e à extensão, ao lado da promoção do ensino de qualidade. Requisitos posicionados na contra-mão do aligeiramento, da realização indiscriminada de cursos de formação inicial à distância e do cumprimento irracional das demandas postas como críterio de avaliação da CAPES, portanto, a luta é local, mas é também de toda a sociedade brasileira pela educação pública de qualidade, que favoreça com dignidade, especialmente aos setores populares, historicamente colocados do lado de fora.

Não devemos recuar neste propósito; nem nos contentar com o mínimo, muito menos com o "possível", pois este tem sido, vida de regra, relacionado à uma racionalidade adminsitrativa de Estado equilibrado que, em ultima instãncia, nunca deixa de atender "aos que têm voto"

devemos assegurar em nosso horizonte, a utopia, realizável, do "ser mais", a exemplo do que o grande mestre Paulo Freire, nos ensina: "nada deve ser feito no sentido de ajudar o Estado a descartar-se de suas obrigações" (FREIRE, 1993, p.21 e 77), afirmando também que jamais os moviementos sociais devem permitir que durmam em paz os setores privilegiadas e distanciados dos interesses da maioria - Esta, é, portanto, uma terefa política e pedagógica.

Desejo que este momento contribua para (re)afirmar nossa condição de classe trabalhadora e para a elevação das nossas consciências na feitura do trabalho educativo cotidiano, legitimando, assim, cada vez mais nossa luta em favor do respeito e das condições dignas para realizá-lo.


Forte Abraço,

Lucineide Barros - Professora do CCE, Campus Poeta Torquato Neto, licenciada para o doutorado em Educação na UNISINOS (RS).

São Leopoldo (RS), 09 de maio de 2008.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Notícia de Picos

Carmem Déa meionorte.com

Os estudantes da Universidade Estadual - campus de Picos, decidiram apoiar os professores em movimento grevista deflagrado no dia 9 de abril. A decisão foi tomada em assembléia realizada, na noite da ultima segunda-feira (28), no auditório do prédio do Junco. No encontro, organizado pelo Diretório Acadêmico 9 de Novembro, estavam presentes cerca de 150 alunos de vários cursos, além de docentes que lideram a greve no campus picoense. Os estudantes são solidários as causas dos professores que reivindicam a estruturação da universidade, concurso para professor efetivo e aumento salarial. Os acadêmicos aproveitam a manifestação grevista para reclamar da falta de professores e de estrutura nos cursos de graduação, exigindo ainda melhorias nos laboratórios e acervo atualizado na biblioteca. Dos 11 cursos oferecidos pelo campus picoense, apenas três possuem laboratórios para atividades práticas e em condições precárias. Atualmente, cerca de 60% do quadro docente da instituição é formado por professores substitutos, fato que transgride o que recomenda a Lei, além disso, um professor graduado 20h da Uespi tem um piso salarial de R$ 506,00. A primeira manifestação acontece hoje (30) a partir das 18h no Campus da UESPI de Picos, localizado no bairro Junco.

sábado, 10 de maio de 2008

O que rolou na reunião

Apesar da confusão nos horários, a reunião de sexta-feira, 09, aconteceu. A reunião começou depois das 18:00 horas. Quem esteve presente? Estudantes de direito, segurança pública e comunicação social.

Informes:
Assembléia dos professores segunda-feira, 12, a partir das 10 horas da manhã.
Assembléia dos estudantes na Facime terça-feira, 13, as 5 horas da tarde. Pauta: representante estudantil no Conselho Universitário (Consun).
Ato público dos professores. Da Facime à Assembléia Legislativa, no dia 14, quarta-feira.

Na reunião conversamos sobre a organização de uma semana dos estudantes da Uespi. Por enquanto montamos apenas um esqueleto da semana, pensamos espaços e horários.
Tivemos diversas idéias e nos empolgamos. Seria uma semana inteira de atividades, o principal objetivo é a mobilização dos estudantes e o amadurecimento político.

Sentimos falta da participação de mais estudantes. Elegemos uma comissão de representantes de vários cursos que não está atuando como devia. Vamos atrás dessas pessoas que se distanciaram, vamos mobilizar mais os nossos cursos e vamos tocar pra frente o movimento estudantil da UESPI.

Marcamos uma reunião pra segunda-feira, 12, as 15:00 horas. Pautas: definir melhor a semana dos estudantes da uespi, fazer calendário de atividades, mobilização dos estudantes.

“Não pare na pista, é muito cedo pra você se acostumar.
Meu bem não desista, agora é tarde o carro pode te pegar”.

Nota do Diretório Acadêmico "Manu Ladino" do Campus Clóvis Moura (Dirceu)



O Diretório Acadêmico “Mandu Ladino”, entidade representante dos estudantes da UESPI - Campus Clóvis Moura, no Grande Dirceu, vem através dessa nota, manifestar total apoio à greve dos professores da UESPI, que estão reivindicando além de aumento salarial, autonomia financeira para a instituição e melhores condições de trabalho.


No entanto, consideramos que esta greve está atrapalhando toda a programação anual, prejudicando o período letivo e conseqüentemente nossa aprendizagem e nossos planos para o futuro. Existem casos em que estudantes foram aprovados em concursos e estão só esperando o encerramento do período letivo para concluírem a graduação e conseqüentemente assumirem seus cargos, mas com a greve esses estudantes estão correndo o risco até de perder a vaga nos concursos em que foram aprovados. E mais, estão se aproximando as eleições para Diretor de Campus e Coordenadores de Curso, e como nós iremos eleger nossos coordenadores se a greve não acaba? Como ouviremos as propostas dos candidatos, se as salas estão totalmente vazias?

Neste dia 09 de maio, estamos completando um mês de greve, queremos o retorno das aulas o mais rápido possível, pois essa situação está prejudicando nossa vida acadêmica.
É inadmissível que depois de um mês de greve, o governo ainda se recusa a negociar com os professores, que ganham tão mal, merecem respeito e melhores condições de trabalho. Nós queremos aula e os professores querem trabalhar. Acreditamos que está na hora do governador intervir diretamente nas negociações e resolver o problema.

Queremos mais respeito para com a classe de professores, mais investimento para UESPI. O Campus Clóvis Moura, pela primeira vez, não ofertará vagas para o curso de Ciências Contábeis no próximo vestibular, pois o mesmo não possui salas de aula suficientes e isso é intolerável. Tantos estudantes sonhando com uma vaga na UESPI e a mesma diminuindo a quantidade de vagas ou a quantidade de cursos.

QUEREMOS MUDANÇAS!!!

Presidente do Diretório Acadêmico “Mandu Ladino”

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Grevistas partiram bolo de um mês de greve na Uespi


Fonte: Associação de Docentes da UESPI


Populares, professores e estudantes da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) cantaram parabéns pela luta "em defesa da Uespi", como mostrava o confeite do bolo que foi repartido entre os presentes na manifestação que marcou o aniversário de um mês de greve dos docentes da Instituição, completados nesta sexta-feira.

O ato público foi realizado hoje na Rua Climatizada (centro de Teresina), às 10h.



Os docentes da Uespi aguardam nova negociação com a Secretaria de Administração, que havia prometido apresentar proposta a categoria ainda nesta semana. "Como não apresentou proposta, o governo frustrou toda a categoria, que continua firme na greve. Também esperamos ser chamados para negociar com o governo sobre a reestruturação da Uespi", disse o presidente da Associação dos Docentes da Uespi (Adcesp), Daniel Solon.

Na última assembléia geral da categoria, realizada ontem (08), decidiram continuar o movimento por tempo
indeterminado. Os professores reivindicam reajuste salarial, concurso público e melhoria estrutural da universidade.

Calendário de atividades - Na próxima terça-feira (13), às 10 horas, haverá audiência pública na Câmara Municipal de Teresina, a partir de requerimento aprovado pelo vereador Jacinto Teles.
No dia 14 de maio, quarta-feira, às 9 horas, haverá novo ato público. Professores, estudantes e servidores estão sendo convidados a participar de manifestação em defesa da Uespi. Os manifestantes se concentração em
frente ao prédio da Facime e sairão em passeata até a Assembléia Legislativa.

Mais Informações:
Daniel Solon – Presidente da ADCESP – 086 9976 1400
Iury Campelo (Jornalista) – 9444 8383